The love spell-Part V


Olá caros leitores,

E haviam passado sete dias desde que aquele enorme pesadelo tinha começado na vida de Francisco. Ele tinha o tempo contado , mas o tempo não parava por nada nem por ninguém , é algo que nem o dinheiro consegue manipular. Ele tinha sido submetido a todo o tipo de exames físicos e psicológicos ,e o Dr. Mauro não tinha encontrado uma explicação cientifica para o que lhe estava a acontecer.

Francisco tinha se isolado do mundo , dos seres humanos .Tinha metido licença sem vencimento no seu emprego, facto que surpreendeu tudo e todos. Sempre fora um homem muito ativo , e por vezes nem férias tirava , e participava em todos s eventos que a sua empresa pudesse patrocinar. Mas agora tudo era diferente , uma nova realidade, a qual ainda não se havia conformado. Diariamente a rececionista de Dr. Muro lhe telefonava com recados ou para agendar alguma consulta, aquela voz, aquela nova pessoa começou a fazer parte de seu quotidiano , e assim dessa forma aprendeu a ser mais atencioso e simpático com ela. Fazia um esforço cada vez que o seu telefone tocava , mas pouco a pouco já dizia obrigado.

Ocupava os seus dias lendo , fazendo pesquisas sobre vários temas de seu interesse , fazendo exercício no ginásio que tinha em seu apartamento , mas evitava a todo o custo ver se ao espelho. Dr. Mauro tinha o aconselhado um excelente psiquiatra , para o ajudar com a sua enorme dificuldade em aceitar a sua realidade, porém Francisco tinha recusado , na sua opinião não era maluco , aquilo não era uma fantasia ,e não precisava mostrar se a mais ninguém.

A primavera aproximava se e os dias estavam maiores , mais luminosos e amenos. Lá fora a vida decorria como sem que nada tivesse sido alterado, as árvores começavam a vestir se de folhas e flores , a erva crescia , os passarinhos cantarolavam os seus rituais primaveris , anunciando que brevemente haveria vidas novas.

Estranhamente nesse dia , o seu telefone não havia tocado. Os seus amigos haviam se cansado de tantas vezes terem tentado comunicar com ele , mas tinha sempre um telefonema por dia , sempre á mesma hora. Sentia se incomodado , sem saber o que fazer , porque havia se habituado a ouvir aquela voz , de alguma forma e de algum modo, ela reconfortava o .

Para sua surpresa , o som de sua campainha soava . Quem seria ?!

Não esperava ninguém , e tinha as refeições para esse dia . Quem quer que fosse teimava , tocando repetidamente . Francisco andava por sua sala , com um enorme e crescente nervosismo , não queria mesmo ver ninguém e muito menos receber alguém em sua casa. Quando semanalmente a limpeza de seu apartamento era feita , ele aproveitava para se esconder no sótão, para que ninguém vi se tamanha aberração .

Mas a pessoa que tocava incessantemente , sabia que estava em casa porque conseguia ouvir uma voz a cantarolar do lado de fora nas escadas , uma voz que lhe pareceu familiar. Sem outra alternativa , sem qualquer opção de escolha , Francisco finalmente abriu a porta , e seu rosto ficou pálido e seus olhos arregalados de terror!

Continua….

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