The love spell-part III


Olá caros leitores,

Francisco acordou …Sentia se confuso , e por segundos pensou ter tido um pesadelo , mas ao olhar á sua volta , para aquela destruição caótica que ele mesmo tinha provocado , caiu em si, na realidade. Encheu o seu peito de ar para ganhar forças e coragem, para olhar novamente o seu reflexo , era demasiado doloroso olhar para algo tão feio , tão abominável.

Mas era mesmo verdade, estava horrível , haviam no transformado num monstro , num ser feio , cheio de cicatrizes e de desenhos brilhantes cor de sangue. Como seria possível alguém ama lo , como seria possível alguém amar um monstro ?!

Como seria possível continuar a sua vida assim , com aquele aspeto …Caminhou até ao seu quarto , e tirou de uma gaveta um revólver que tinha guardado para sua defesa pessoal , Francisco era um homem cuidadoso e tinha licença de porte de arma. Por momentos encostou a arma á sua cabeça , mas sua mão tremia tanto que se ouviu um grito de raiva , de frustração . Francisco agia como um animal fechado dentro de uma jaula , andando em círculos , praguejando e amaldiçoando tudo e todos .Sentia uma enorme sede de vingança , sentia se injustiçado e frágil , sentia se a enlouquecer …Dando se por vencido , pegou em seu telefone para contactar o médico especialista em doenças súbitas , pois não acreditava em bruxas ou em feitiços , tinha que estar doente , infetado com alguma espécie de vírus ou bactéria. Do outro lado uma voz que não lhe era familiar saudava o , dizendo lhe bom dia, consultório do Dr. Mauro. Foi então que se identificou dizendo que necessitava de uma consulta de urgência com o Dr. Mauro , gentilmente a voz que estava do outro lado da chamada , perguntou lhe se estava disponível naquele dia , ás 14 horas. De imediato e com uma voz imperativa , Francisco respondeu que era óbvio que estava , pois caso contrário não teria pedido uma urgência. A voz respondeu lhe gentilmente que estava marcado , despedindo se com um até logo , Sr. Francisco Fortunado.

Francisco sentia se ainda mais enraivecido por aquela voz lhe ter respondido gentilmente, mesmo após ter sido tão arrogante. Ele teria respondido da mesma forma arrogante, se tivesse do outro lado da chamada, nunca em sua vida tinha admitido a alguém trata lo de forma inferior.

Como ainda faltava muito tempo para as 14 horas , sentou se no sofá olhando para o vazio .A sensação de não ter o controle de uma situação era algo que Francisco não estava habituado , e detestava estar á espera ou depender de terceiros …Estava frustrado , indignado, irado , e a coisa que conseguia pensar era a cura para o que se estava a passar com ele.

Do alto , lá em cima no universo a feiticeira vestida de preto , sorria cantarolando …”Pobre Francisco , séptico Francisco …”

Continua…

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