The love spell – Part I


Olá caros leitores,

Num amanhecer normal como todos os outros , alguém desperta ao som do toque do despertador . Eram 6 da manhã!

Francisco levanta se , caminhando para a sua cozinha para o seu primeiro e habitual café da manha , seguido de um duche .Havia planeado com muito cuidado o seu dia , porque tinha inúmeras tarefas profissionais a cumprir , mas hoje tinha algo importante para fazer , um assunto pessoal , o qual não podia deixar de lado.

Vestiu se , penteou se passando gel pelo seu cabelo , era um homem na casa dos trinta anos , bonito e vaidoso, não passava um dia em que não cuida se pormenorizadamente da sua aparência física. Como ser humano , era um homem muito arrogante , e para ele só as pessoas que tinham beleza física poderiam fazer parte do seu mundo e do seu círculo de amizades . Ele achava que o este mundo não era para pessoas feias , que essas deveriam ser colocadas numa terra despovoada , para que não existi se o perigo de alguém belo se apaixonar por uma delas!

Não achava correto misturas genes belos com genes feios, esta era a sua apologia de vida. Tinha sido educado por sua mãe , uma das mais belas mulheres e havia sido ela quem lhe tinha passado estes valores acerca da beleza , e quando Francisco era criança , sua mãe proibia que ele tivesse amigos sem que antes ela fizesse a seleção , apenas os mais belos.

Já em sua garagem , Francisco colocava o capacete para de seguida , seguir caminho até ao seu trabalho , em sua moto. A manhã passou depressa , mas sem atribulações pois havia planeado ,cada tarefa a ser cumprida ao segundo para que não houvesse atrasos naquele dia, tendo colocado previamente, a tarde de folga. Assim que no seu relógio soaram as 13 horas , vestiu o seu casaco , despedindo se de seus colegas e saiu porta fora .Não tinha revelado a ninguém a razão de necessitar da tarde livre , mas também não sentia obrigação de dar explicaç~es da sua vida a ninguém.

Estava um dia muito frio, chuvoso e com muito nevoeiro , um perfeito dia de inverno, mas o tempo nunca o havia impedido de cumprir o planeado , era assim um homem decidido!

Já em sua moto , saiu da garagem do edifício do seu trabalho . Iria demorar cerca de 45 minutos a chegar ao seu destino , estava com tempo , por isso foi sem pressas. O tempo estava mesmo muito chuvoso e o nevoeiro não parecia desaparecer , por isso a condução tinha que ser com mais prudência e com menos velocidade. Ás 14 e 12 minutos , tinha finalmente chegado ao seu destino. Estacionou em frente a um alto muro branco , e á volta podia ver se árvores coníferas, abanando por causa do forte vento que de repente se levantou. Dirigiu se para um grande portão que se encontrava aberto e seguro por uma corrente, para que a força do vento não o fecha se violentamente , podendo magoar alguém e entrou. Abrigando se da chuva e do vento , foi caminhando pela direita , na direção do lado onde iria encontrar o enorme jazigo de sua família , onde estavam os seus antepassados desde os mais recentes aos mais antigos , inclusive aquele pelo qual se encontrava ali , a sua amada mãe! Sua família era abastada , e o seu jazigo ocupava praticamente um quarteirão inteiro ,tendo o mais caro e brilhante granito preto , e a fechadura da porta apenas funcionava com impressão digital , a mais última tecnologia , garantindo assim maior segurança !

Colocou o seu dedo , abrindo se a porta dando lugar a uma pequena entrada ,que separava os seus familiares mais antigos até aos mais recentes ,o túmulo da sua falecida e amada mãe encontrava se á sua esquerda. Avançou em direção a ele . Se sua mãe ainda fosse viva completava neste dia 69 anos de idade , mas tal como ela dizia , os mais belos morrem jovens para que entrem no paraíso sem rugas. Não havia levado flores , pois sabia o quanto sua mãe detestava esse gesto por o considerar tão banal , ao invés iria brindar como ela gostaria , e apar isso tinha em seu bolso uma pequena garrafa do melhor whisky , a sua bebida favorita. Naquele pedaço de parede de granito preto brilhante, podia ler o nome dela , escrito com tinta de ouro Angelica Fortunado.

-Parabéns , minha rainha! disse Francisco batendo com a pequena garrafa, no túmulo de sua amada mãe. Costumava passar horas a fio a conversar com ela , e desde a sua morte que no seu dia de aniversário , a sua visita servia para por um pouco a conversa e dia . Após um longo monologo , onde lhe descreveu os seus últimos dias , murmurou …

“Continuo a honrar a promessa que te fiz , só a mais bela será minha esposa , só uma mulher quase tão bela e especial como tu , terá o direito a ocupar o meu coração!”

De repente um enorme ruído ,seguido de uma luz brilhante ensurdeceu por segundos , Francisco, obrigando o a fechar os olhos. Quando reabriu seus olhos novamente , diante dele estava uma mulher vestida de preto, com uma estranha tatuagem na cara, olhando o fixamente nos olhos , sorrindo….

Continua….

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