MAR


Mar!

Tinhas um nome que ninguém temia:

Era um campo macio de lavrar

Ou qualquer sugestão que te apetecia…

Mar!

Tinhas um choro de quem sofre tanto

Que não pode calar se ,nem gritar,

-Nem aumentar nem sufocar o pranto…

Mar!

Fomos então a ti cheios de amor!

E o fingido lamento,a soluçar,

Afogava o arado e o lavrador!

Mar!

Enganosa sereia rouca e triste!

Foste tu quem nos veio namorar,

E foste tu depois que nos traíste!

Mar!

E quando terá fim o sofrimento!

E quando deixará de nos tentar

O teu encantamento!

Foto por Belle Co em Pexels.com

Autor-Miguel Torga

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