Nem as paredes confesso 😉


Olá caros leitores,

Existem pensamentos íntimos, que tentamos enterrar na parte mais funda de todo o nosso ser…

Aterrorizam os nossos pensamentos, em forma de lembretes gritantes…

Lembretes, que gritam tão alto no nosso interior, que acabam por nos vencer de exaustão …

São gritos tão altos, que teimam em lembrar nos, que foram acontecimentos reais, e não pesadelos…

Nem as paredes temos coragem de confessar, o tamanho da cobardia alheia, como se tivéssemos sido nós a cometer aqueles actos de verdadeira vergonha…

Nem as paredes confessamos, memórias alegres que nos fazem sorrir, em momentos de grande tristeza…

Nem as paredes confessamos, os nossos verdadeiros e mais íntimos desejos, porque já nos foram roubados vezes sem conta…

Nem as paredes confessamos, a raiva que sentimos, cada vez que abrimos os olhos ao despertar…

Nem as paredes confessamos, a nossa verdade…

Nem as paredes confessamos, a vergonha das nossas atitudes cobardes, como evidência de nossas fraquezas…

Nem as paredes confessamos, a nossa perda total de emoções e sentimentos….

Nem as paredes confessamos, o nosso desejo de viver de outra forma…

Nem as paredes confessamos, o tamanho da nossa desilusão…

Nem as paredes confessamos, a promessa feita a nós mesmos …

Nem as paredes confessamos, as saudades que sentimos do tempo em que afinal, éramos tão felizes e não o sabíamos…

Nem as paredes confessamos, como somos verdadeiramente corajosos…

Nem as paredes confessamos, a luta diária que temos com nossos organismos para que funcionem, mesmo com as suas disfunções…

Nem as paredes confessamos, as nossas lágrimas ou os nossos sorrisos…

Nem as paredes confessamos, as diversas personagens que nos visitam diariamente…

Nem as paredes confessamos, a nossa inteligência e perspicácia….

Nem as paredes confessamos, as nossas capacidades, em descobrir as mentiras…

Nem as paredes confessamos, o verdadeiro significado de cada palavra pronunciada…

Nem as paredes confessamos, as metas que planeamos, para o nosso futuro…

Nem as paredes confessamos, que até elas deixaram de ser de confiança, e por isso já não são nossas confidentes…

Nem as paredes confessamos, que já não são as chaves da nossa felicidade…

Nem as paredes confessamos, a nossa nova identidade…

Nem as paredes confessamos, que foi através de tantas mentiras, que conseguimos ir buscar novamente as nossas forças…

Nem as paredes confessamos, a lição de vida que conseguimos retirar, no meio de tanta desilusão….

Espero que tenham gostado, obrigado!

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