EMIGRAR!


Olá caros leitores,

Cada um de nós enquanto cidadãos deste planeta,vivemos inseridos em sociedades diferentes consoante o país onde habitamos,e certamente que cada uma com regras diferentes,com culturas distintas e seus idiomas correspondentes.

Existem países que se organizam melhor que outros,proporcionando assim uma oportunidade em se obter uma melhor qualidade de vida,fundamentalmente em questões económicas.

Quantas pessoas já saíram dos seus países, em busca de uma melhor qualidade de vida para si e para a sua família?

Quantas pessoas já não terão tentado suas sortes,em países desconhecidos e até mesmo nos quais não dominam o seu idioma?

Está na natureza do ser humano se adaptar ás mudanças que vão surgindo,umas opcionalmente e outras impostas.

Mas será que é tão fácil,como possa parecer,abandonarmos o nosso país natal,deixando para trás as nossas verdadeiras origens e raízes?

Posso falar vos por experiência própria,que não o é,e que nem sempre conseguimos adaptar mo nos a uma nova cultura,a um novo idioma…Posso garantir vos que é começar tudo de novo a partir do zero,mas com uma condicionante ,(caso o idioma não seja o similar ao nosso)teremos que passar por um processo de aprendizagem de um novo idioma!

Adquirir mais conhecimentos linguísticos,não poderemos considerar como um aspecto negativo,pelo contrário,mas teremos que avaliar que em todo o género de adaptação de um processo seja ele qual for,ao inicio tudo é mais difícil ,até que sintamos que nos estamos a enquadrar,e existem pessoas que demoram mais tempo que outras,e existem aquelas que não conseguem fazê lo!

Pois bem,foi precisamente isso que se passou comigo,há 21 anos atrás…

Aos meus 23 anos de idade,surgiu me uma oportunidade de sair de portugal,obviamente com a perspectiva de melhoria de qualidade de vida,não só a minha, mas também a de minha família,marido e filhos.O país em questão não era assim tão longe,e o idioma até não era dos mais difíceis de aprender ou até mesmo de entender,e com a idade que tinha então,tornava tudo mais fácil.

Referi a idade,porque na minha opinião,quando somos mais novos, temos sempre mais facilidade em assimilar todo o tipo de aprendizagem que nos seja colocada pela frente,mas também sou da opinião que não devemos utilizar a desculpa da idade,como impedimento para aprendermos algo de novo.

Mas como já devem ter deduzido,a minha experiência em ter saído do meu país,não correu bem,e nem um ano durou…

Foram vários os factores,que levaram ao facto de não me ter conseguido adaptar,um dos principais,foi o facto de eu estar com uma depressão pós parto,porque tinha tido o meu filho mais novo,e o parto não foi dos mais fáceis e nem correu muito bem,isso a juntar a uma má noticia que recebi, quando já estava à cerca de três meses fora,desencadeou em mim a necessidade obrigatória de voltar ao meu país!

Voltei a primeira vez,apenas por uma semana e meia,a segunda vez fiquei um mês, e à terceira, voltei de vez!

Por uma serie de situações,cada vez mais eu tinha a noção que não iria conseguir ficar ali,que o meu lugar era no meu país.Não fui fraca,e não foi logo que me dei por vencida,mas sinceramente se fosse hoje teria vindo embora mais cedo.

Quando ponderamos sair do nosso país,abandonar a nossa cultura,as nossas raízes,devemos fazê lo da forma mais conscienciosa possível,porque nem sempre conseguimos suportar as saudades!

Temos que colocar todos os factos numa balança e pesá los, para equacionarmos depois então,e dessa forma tomarmos a melhor decisão possível para as nossas vidas e também para a vida de nossa família,porque quando temos pessoas que dependem de nós,automaticamente torna mo nos responsáveis por tudo o que lhes possa acontecer pelas nossas decisões e atitudes.Para mim, isso é o que representa verdadeiramente ter uma família,estar presente ao máximo em suas vidas e não só quando nos apetece,ou quando nos convém.

Foi exactamente por ter recebido uma má noticia sobre um familiar meu,que fez com que o inicio da minha adaptação noutro país,já não fosse bem sucedida,porque nem eu tinha a devida consciência naquela altura,do quanto valor dava à minha família.

Da experiência que vivi,nesse país não ficaram boas memórias,mas também guardo com carinho os bons momentos que vivi.Hoje em dia tenho certeza que teria sido tudo diferente, se não tivesse acontecido tanta coisa negativa,porque sinceramente a qualidade de vida era melhor,porque existiam mais espaços verdes,estava junto ao mar,podia andar pelas ruas sem o medo de ser assaltada,podia deixar o meu filho mais velho jogar à bola na rua, sem o medo de que fosse atropelado por um automobilista inconsciente com a velocidade,e até mesmo economicamente foi bem melhor.

Se hoje em dia me perguntassem,se voltaria a ponderar em voltar a sair do meu país,a resposta neste preciso momento seria não,mas em nada está relacionado com a experiência passada,e sim porque ainda tenho familiares que dependem da minha ajuda,e não volto a cometer o mesmo erro duas vezes.

Em forma de conselho, vos digo que quando se fala em emigração,poderemos até pensar que é algo muito fácil de ser feito,que inicialmente iremos ter alguma dificuldade em adaptar mo nos e que será por um curto espaço de tempo,mas a verdade não é bem assim,principalmente quando as saudades começarem a ser demasiado fortes.

Tenho amigos e primos que estão emigrados em países diferentes uns dos outros,e aprendi a admirá los pela capacidade que tiveram em ficar por lá,porque eu não a tive, e como experimentei esse sentimento de saudade avassaladora, e não resisti,consigo entender na integra o que eles, até hoje por vezes sentem,quando as saudades também se apoderam deles.

Só podemos avaliar correctamente qualquer situação,quando já a experimentamos,caso contrário somos todos iguais, e no entanto tão diferentes perante as mesmas situações.

Espero que gostem,obrigado!

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