O que é Ser EU!


Pois bem ser a CARLA MILHO,não é tarefa tão fácil,como possam imaginar…

Quem me conhece,pessoalmente sabe que sou uma mulher que não baixa os braços,quando surgem dificuldades,ou problemas…

Estão vocês,neste momento a pensar…”problemas e dificuldades todos nós temos…”

E estão certos…Mas a diferença está e estará sempre nas nossas atitudes,da forma que os encaramos..Isto, obviamente,é a minha humilde opinião…

Em primeiro lugar,tenho que mencionar um facto bastante importante para mim..Detesto e abomino o sentimento de pena para com a minha pessoa,e irão compreender melhor o porquê, no final deste post…

Como já escrevi noutro post, fui educada de forma a encarar sempre primeiro o não,e mesmo assim seguir em frente,de cabeça levantada…Pois o percurso que temos nesta breve passagem e milagre a que se dá o nome de VIDA,ninguém certamente o sabe,porque adivinhar o futuro ainda não nos é permitido.

Desde criança,que quando tinha algo em mente que queria,era difícil alguém me demover do meu objectivo,por muito ridículo,que ele pudesse parecer,na minha opinião ,isso só demonstra,o desenvolvimento de uma característica numa personalidade,que é o CARÁCTER.

Pois,ainda bem que a desenvolvi,pois a minha vida não tem sido “um mar de rosas”…Atenção,não me estou a lamentar,mas sim a constatar factos…

Dois anos,após ter tido o meu filho mais novo,ou seja ,quando eu tinha 26 anos,e através de um exame de rotina, foi me diagnosticado um cancro no cólo do útero…BUM!!

Saí,e para ser muito sincera,não me lembro de todos os pormenores,da consulta que supostamente seria normal,totalmente perdida…Afinal,sou um ser humano de carne e osso,tal como todos vós…Agora começam as diferenças,que acima eu mencionei…

Embora estivesse completamente apavorada,não podia de forma alguma,demonstrá lo à minha família,não por mostrar estar a mostrar parte fraca,mas por eles…

Primeiro ,e sem dúvida,o principal motivo foram os meus 2 filhos,ainda serem demasiado pequenos,o meu filho mais velho tinha então 8 anos, e o mais novo 2 anos, e também pela minha restante família,a minha mãe,os meus avós e o meu tio paterno,porque havia poucos meses,que todos nós,tínhamos perdido alguém muito importante,o meu tio paterno mais velho,com apenas 42 anos,e vítima de cancro do pulmão.

Em relação ao meu marido,claro que também estava muito preocupada,mas sabia que tentaria fazer todos os possíveis e impossíveis,para me ajudar.

E assim foi,através de um cliente que ele tinha na altura,na empresa para a qual trabalhava,e que por coincidência era médico obstetra,e que felizmente,era cliente assíduo,calhou o meu marido ter que efectuar um serviço para ele,e a minha janela de oportunidade, abriu se naquele preciso momento.

Para,não vos cansar muito com detalhes,após o meu marido ter falado com esse médico,e no próprio dia,fui examinada por ele,na Maternidade Alfredo Da Costa.

A minha situação,não era das melhores, e palavras desse mesmo médico,eu deveria começar a fazer tratamentos na tentativa de evitar ser operada,ONTEM!

Tive,novamente muita sorte,ou como eu costumo dizer,várias vezes,tive um anjo no meu caminho…Comecei após uns dias de ter sido examinada,a ser seguida num hospital ao qual,numa situação normal,não poderia,porque se tratava do HOSPITAL DA MARINHA.

Os seguintes 2 anos da minha vida,foram em consultas,exames e tentativas para evitar uma HISTERECTOMIA,este palavrão significa uma cirurgia na qual retiram o útero.

E infelizmente,nada resultou..Precisamente no dia de aniversário,do meu marido,e no final do dia,recebo um telefonema,para me comunicarem que tinha a cirurgia marcada para dia 22 de Março(estamos no dia 18 de Março).

Sinceramente,não me lembro de muito mais desse dia,nem dos restantes,apenas me recordo perfeitamente,de pedir desculpa ao meu marido por lhe estar a estragar o aniversário,porque como devem calcular,uma vez mais o meu mundo fez BUM!!!

Mas,hoje em dia ,vos digo com toda a certeza,que foi melhor ter acontecido daquela forma,pois não me deram tempo para eu “processar”toda a informação,que me estava a acontecer.

Sem mais pormenores desnecessários, a cirurgia correu dentro dos parâmetros da normalidade.Mas a minha situação clínica,não ficaria resolvida por ali,porque um dos principais motivos,que o médico não queria que eu fosse operada,era para que eu aos 28 anos de idade,não ficasse com uma menopausa precoce…Isso teve que acontecer e despoletou o que até então,permanecia adormecido no meu organismo…Uma doença genética.

AH!Uma vez mais o destino a pregar me partidas muito desagradáveis…Pensam que me dei por derrotada?

NÃO! E MIL VEZES DIREI SEMPRE NÃO!

Embora,tenha que conviver, e nem sempre da melhor forma física e psicológica,com esta doença,porque ainda à 2 anos,tive que ser submetida novamente,a uma cirurgia complicada, porque implicou a retirada de dois órgãos, e um deles bastante importante, o BAÇO!

Agora,já conseguem pelo menos,tentar perceber o porquê de ser tão difícil ser a CARLA MILHO!

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